segunda-feira, 27 de julho de 2020

TODOS OS INFINITOS (versão poesia)
Texto e Foto: João Cândido Martins, 2010









































e então 
um dia
só me restaram palavras sufocadas
na garganta do desfiladeiro do desengano

precisamente ali mesmo

Quando vi, só me restava
nadar o nado que se nada indiferente
embriagado, sem rumo, a esmo

independente disso
debaixo daquele sol
andando naquela praia
em meio à luz daquele dia
ver você foi meio esquisito

depois de tantos e tantos anos
nada entre nós foi dito
pois só o silêncio

só ele

transita
todos os infinitos

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