quarta-feira, 27 de maio de 2020

CURITIBA, A CAPITAL DO ROCK PROGRESSIVO
Corrente rock dos anos 70 ganha força em Curitiba e arredores
Texto (2003) e Fotos (2006): João Cândido Martins



Curitiba está sendo palco de uma crescente onda psicodélico-progressiva. Uma onda quase subterrânea, mas que já está fazendo o chão tremer. Praticamente toda semana, em algum local da cidade, alguém está tocando rock psicodélico ou rock progressivo.

Tocando o quê?
Psicodelia vem do grego e significa algo como "alegria da alma". No final dos anos 60, a psicodelia foi adotada pelos chamados hippies como foco de um movimento artístico de contestação política, moral e estética. Usavam o rock como veículo de suas mensagens. Hippies faziam arte psicodélica resultante da alteração de consciência e perceptividade. O uso de LSD e outras substâncias alucinógenas era defendido por figuras de ponta, como o escritor e filósofo Aldous Huxley e também Timothy Leary, professor em Harvard, psicólogo, neurocientista, escritor e ativista político.

Nos Estados Unidos havia uma indisposição generalizada com a Guerra do Vietnã e muita agitação política provocada pelo Feminismo e pelo Movimento Negro (Black Power). E houve também a tensão social que se seguiu após o assassinato de Kennedy, bem como a desilusão crescente com o conservador e corrupto Nixon. Pairava no ar, ao mesmo tempo, uma sensação de perigo iminente, com o clima armamentista da Guerra Fria.

Estava criado o ambiente ideal para o surgimento de conceitos como a "Era de Aquário", a ecologia e o amor livre. A chamada Contracultura, que deu origem entre outras coisas, ao Movimento Hippie, também proporcionou uma aproximação do ocidente com a cultura oriental. O auge do movimento se deu em 1969, no Festival de Woodstock, que reuniu mais de 300 mil pessoas em 3 dias de "paz e amor". E psicodelia.

Na música, isso possibilitou experiências que marcaram o século XX, como o disco Sargent Peppers's Lonely Hearts Club Band, lançado pelos Beatles em 1967, após seis meses de gravação. O disco é um conjunto de experiências até então inéditas que vão desde a concepção da capa à influência da música oriental em algumas canções, passando por letras de teor mais adulto que o habitual e climas oníricos. Entre as experiências propostas pelo disco, estava a fusão de uma banda de rock com os instrumentos de uma orquestra. A proposta foi posteriormente ampliada pela banda Moody Blues. Surgem na sequência The Nice, com o tecladista Keith Emerson (que anos depois formaria ao lado de Greg Lake e Carl Palmer o trio Emerson, Lake and Palmer - ELP). E também o Procol Harum, que em 67 lançou "A whiter shade of pale", hino da contracultura.

Surge o Prog
Isso acabou posteriormente gerando o chamado Rock Progressivo (prog rock), corrente que se dispunha a mesclar o formato rock (guitarra-baixo-bateria-teclado-voz) com elementos da música erudita, do jazz e das músicas folclóricas. Melodias que iam do belo ao ilógico, ritmos quebrados, músicas divididas em partes que ocupavam todo o lado de um vinil. Discos "conceituais" que contavam a história de personagens ao longo das músicas. Havia espaço também para um pouco de dramaticidade (algumas bandas como o Genesis misturavam rock e teatro). A formatação era ampla: do folclórico (Jethro Tull) ao eletrônico (Kraftwerk). Do rock sinfônico (Yes) ao space rock (Pink Floyd). E também é necessário mencionar o passeio de alguns progressivos pela música erudita contemporânea, que na maior parte dos casos é atonal e de difícil absorção por parte do público (como as bandas do movimento Rock in Opposition - RIO).


O prog virou uma mania entre os jovens da época. As academias de música passaram a ser frequentadas não por mães que desejavam transformar seus filhos em New Mozarts on the Block e, sim, por jovens que queriam tocar piano com a agilidade de Rick Wakeman, do grupo Yes (que inclusive esteve no Brasil em 74 para mostrar as músicas de "Journey to the Centre of the Earth", disco baseado na obra de Julio Verne. A apresentação contou com a narração do ator Paulo Autran. O alcance do Movimento Progressivo foi tanto, que até o sambista Chico Buarque (!), acompanhado pelo grupo A Cor do Som, gravou um prog: o "Hino de Duran", do disco "Ópera do Malandro", de 79. Também a versão que Elis Regina gravou para "Construção", do próprio Chico, não esconde sua ascendência progressiva. E não tem como não citar o Clube da Esquina, de Milton Nascimento, Lô Borges e Beto Guedes, que mesclou toada caipira, jazz, Beatles, música barroca mineira, música da América Latina e muito, muito rock progressivo.

Ao contrário de outros movimentos roqueiros, o objetivo do progressivo não era essencialmente político, embora houvesse bandas com engajamento de esquerda, principalmente na Itália. De modo geral os temas prog eram místicos, existenciais, surreais, históricos ou enredos de ficção científica. Esse acentuado interesse na fantasia custou aos progressivos a pecha de alienados. Eram os anos 70, e havia muito patrulhamento sobre as posições ideológicas dos artistas em geral. O que não se percebeu à época (e mesmo depois) é que eles estavam revolucionando toda a estrutura da música pop a partir de sua linguagem primária: a música. Essa proposta gerou bandas dignas de atenção como Gentle Giant, Van der Graaf Generator, Soft Machine, Jethro Tull, King Crimson, Camel, Caravan, Rush e centenas de outras bandas espalhadas por todo o mundo.

O progressivo foi um movimento, em certa medida, elitista. Poucas bandas não provinham de ambientes acadêmicos. O Pink Floyd, por exemplo, surgiu em uma faculdade de arquitetura. Robert Fripp, do King Crimson, migrou da economia para criar escalas musicais circulares e hipnotizantes. Mas houve músicos que levaram a ideia da fusão música erudita/rock para um campo virtuosístico que muitas vezes beirava o vazio. Os críticos musicais da época questionavam: se a ideia era familiarizar os jovens com a música erudita, por que não fazê-los ouvir música erudita de verdade? Nos anos 60, alguns músicos já haviam proposto a leitura de música erudita por meio de instrumentos pop-eletrônicos. Foi o caso, de "Switched-On Bach" (1968), de Wendy Carlos, que chegou a vender mais de 500 mil cópias. Seria então o progressivo mais um fenômeno "Kitsch" dos anos 70?

O prog teve muita força entre 1970 e 75, mas a partir da segunda metade daquela década, surgem movimentos mais urgentes como o Punk (que teve suas origens entre o operariado inglês e nos becos de Nova Iorque). E a Disco Music que, embora tenha estourado entre 77 e 78, já disputava lugar nas paradas de sucesso em 74. As então recém surgidas rádios FM preferiam músicas mais curtas e de maior apelo emocional. Foi o fim da era Progressiva. Mas o "prog", como é conhecido entre seus ouvintes, ainda gera inquietação.

Sem preconceitos
"Progressivo é pra quem não tem preconceitos musicais. Ele é tão importante para a história da música popular (pop) quanto a black music, o punk, o rock industrial, o reggae, etc. Até porque, hoje tudo no pop virou clássico. Desde Miles Davis até a sandália de plástico da Xuxa, passando por Jaspion e Zé do Caixão. Por que não um revival progressivo?" É o que pergunta José Silveira, gerente do sebo Taborda, próximo ao Shopping Água Verde, especializado no comércio de discos e livros usados.


É possível que o leitor que acompanha esse texto já tenha ouvido a expressão "progressive trance". Trata-se de uma corrente da música eletrônica atual sem qualquer relação com o rock progressivo dos anos 70. A expressão "progressive" foi sampleada pelos eletrônicos com o objetivo de conferir um status de complexidade a seus ritmos hipnóticos. Por aí se percebe que a ideia de "progressão musical" subsiste no inconsciente coletivo.
André Tramujas, professor de inglês e apreciador de rock progressivo, declara: "o progressivo foi só um passo dentro da cadeia evolutiva do rock. Um produto típico dos anos 70, mas que gerou discos musicalmente relevantes. Sempre vai ter um moleque de 15 anos comprando um vinil usado do Jethro Tull, ou baixando o som pela internet. Não foi por acaso que o Rush reuniu mais de 100 mil pessoas em sua última vinda ao Brasil. Roger Waters, baixista do Pink Floyd, conseguiu um número parecido". Ainda para Tramujas, o ideal seria ouvir ao vivo uma banda progressiva que fizesse uso do órgão Hammond ou do sintetizador Mellotron, "timbres que marcaram a sonoridade progressiva", comenta o professor.

O progressivo se difundiu de forma indireta, à margem da mídia e, se não é absolutamente popular, sobrevive no interesse de muitos aficionados, um público que com o passar do tempo se torna cada vez mais jovem. É o que garante Luciano Souza, proprietário da loja de discos usados Opus, localizada na Galeria do Comércio. "Normalmente as pessoas que vem à loja não procuram primeiramente rock progressivo, mas depois que elas começam a conhecer e ouvir as bandas prog com mais atenção, não param de pesquisar", diz o lojista.

Estilhaços recentes
Entre os grupos curitibanos que se orientam pelo progressivo ou que, pelo menos em alguns momentos se utilizam dele, podemos citar Zaius, Nefelibatas, Sopro Difuso, Universo em Verso Livre, Naftalanja, Glóbulos Verdes, Goya, O Sebo, Robersou de Valsa, Risoflora e muitos outros. A influência progressiva desses grupos é nítida. O Goya, por exemplo, faz improvisos na linha do chamado Canterbury Sound (sub-movimento dentro do progressivo inglês, cujo maior expoente foi a banda Soft Machine). O resultado dessa influência é perceptível nos shows do Goya, que chegam nos limites entre o Prog e o Free Jazz. Rodrigo Nickel, flautista do Goya e cantor dos Glóbulos Verdes, comenta que o objetivo é "surpreender o público e tirar onda", o que demonstra o caráter anárquico dessa NMPB (Nova Música Progressiva Brasileira).


Canidja, guitarrista do grupo Naftalanja, é enfático: "a gente vive no Brasil, então nada mais natural as bandas criarem um rock progressivo que seja coerente com a nossa realidade, sem deixar de ser progressivo. Nos anos 70, bandas como O Terço, Módulo 1000, Som Nosso de Cada Dia e mesmo os Mutantes só não conseguiram isso por falta de apoio da mídia nacional. Se a tendência da atualidade é uma arte multicultural, o progressivo tem tudo pra se tornar uma das bases dessa multiculturalidade. Já está sendo".

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PSICODÁLIA
Movimento artístico surpreende Curitiba

O que? Movimento Psicodália. Com certeza daqui a alguns anos vai ser difícil falar em rock curitibano sem mencionar a Psicodália, movimento artístico que promove eventos reunindo bandas psicodélicas e de rock progressivo.

Quando e onde? Praticamente toda sexta e, às vezes sábado, no Bar Pandora e em outros bares da região do Largo. Há apresentações isoladas como a feita pelo grupo Naftalanja no Teatro Antonio Kraide, no Terminal do Portão. Além disso, o Movimento Psicodália promove festas reunindo as bandas em locais previamente divulgados, sempre próximos à natureza.

Como? O movimento é independente. As bandas bancam seus próprios custos. Apesar disso, os resultados tem sido positivos, como os festivais que o Psicodália promoveu na cidade da Lapa e também durante o Festival da UFPR, em Antonina.
Por que? Quem foi a alguma festa do Psicodália e não se sentiu nos anos 60, que atire a primeira vareta de incenso. De longe, os melhores eventos de rock psicodélico e progressivo de Curitiba, mas feitos por bandas que investem em som próprio com aquele espírito de experimentação musical que orientava as bandas hippies. Mais outro revival? Sim, em certo sentido, mas é revival dos bons, releitura crítica daquelas que podem gerar desdobramentos e não só ficar polindo estátuas de bronze num infindável, como diria Renato Russo, "mais do mesmo" - tão ao gosto das gravadoras.


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O ROCK QUE CASA COM A CASA
Uma experiência de "Gonzo Journalism" no underground do underground curitibano
Sábado, dez horas da noite. Estou sem aparelho de som no carro, o que torna as florestas que margeiam a estrada ainda mais escuras. Cem por hora, sossegado, ninguém à frente e ninguém me seguindo. Solidão, silêncio e velocidade. Solto o volante por dois segundos para acender um cigarro. De repente, o sinal de entrada à direita. Estou em São José dos Pinhais, à procura da festa Psicodália. Dirijo alguns quilômetros além do centro da cidade por uma estrada de terra e finalmente avisto o cartaz do movimento.


Já na festa, bebo um vinho, falo com conhecidos antigos e conheço pessoas novas. Ando pelo local meio a esmo, quase desencontrado mas, sem dúvida, descontraído. Nessas festas não há obrigações, formalidades. Cada um faz o que quiser. Há um galpão onde está localizado o palco e o bar. À esquerda do galpão, um espaço onde as pessoas se movimentam ou ficam paradas ou os dois. Há também uma floresta ao fundo, recortando um céu noturno avermelhado, que alguns julgam ser poluição.

A primeira banda, João Lanterna, impressiona. O show é uma mistura de convenções técnicas muito bem ensaiadas e clima de espontaneidade. Músicas próprias interessantes. Fecharam o show com "Peaches in Regalia" do Frank Zappa, do disco Hot Rats (1969). Em dez anos e pouco frequentando a noite em Curitiba, eu nunca tinha ouvido essa música num bar. E os caras fizeram uma versão impecável. Quem estava lá, viu.

Depois disso veio um grupo de Florianópolis (SC) que mandou vários temas blues com muita garra e um leve toque sessentista. Infelizmente não anotei o nome da banda, estava envolvido com alguma outra coisa da festa e passou batido. Lamento. A banda que veio depois foi o Goya, quarteto instrumental ali de São José dos Pinhais, que se orienta na linha do Soft Machine. A banda promete. Todos os integrantes gostam de rock progressivo italiano, o que é um bom sinal.

Quantas pessoas estavam na festa? Eu diria que umas duzentas ou trezentas, sei lá. Mas se isso fosse importante, eu também teria que dizer quantos litros de álcool foram consumidos, quantos cigarros fumados, quantos beijos foram dados ou não.
O repertório da banda seguinte, O Sebo, é composto por músicas próprias, todas psicodélico-progressivas, tendendo em alguns momentos ao hard. Eles também tocam preciosidades do rock brasileiro dos anos 70, como O Terço, Casa das Máquinas, Bixo da Seda, Patrulha do Espaço, Joelho de Porco, etc. Alguém já tinha feito isso antes em Curitiba?


Bebo mais um vinho e ando pelos ambientes da festa. Quatro da manhã e algumas pessoas estão estiradas no gramado conversando e tentando adivinhar o nome das constelações. Uma menina loira me olha. Sento ao seu lado. Ouço alguém dizer que conheceu um grupo em São Paulo composto por violino, viola caipira e tabla (percussão indiana). A neblina se adensa. Na volta para o galpão das bandas, divido um cigarro com a menina loira.

O último grupo da noite é o Liverpoolgas, especializado em Beatles. Eles abrem o show com "She Said, She Said", música que encerra o lado A do disco "Revolver" (1966). Por aí se percebe que o Liperpoolgas não se concentra no lado mais conhecido do catálogo de músicas Lennon-McCartney. As pessoas ficam alucinadas com a sucessão de clássicos, mas o momento mais acachapante é a execução do lado B do disco "Abbey Road", de 69, na íntegra. Toda aquela sequência é reproduzida em detalhes. Um biscoito fino para quem, às cinco da manhã, ainda se encontra no Festival Psicodália. E não são poucos.
Acabou o dinheiro, acabou o cigarro. O pessoal provavelmente vai ficar lá até a tarde de domingo. Exausto, vou pra casa a vinte por hora, envolto pelo silêncio colorido das luzes da manhã. Ao meu lado, no banco de passageiros, a menina loira dorme. Na sua mão esquerda jaz apagado o último cigarro que dividimos naquela noite. Preciso lembrar de perguntar seu nome antes de deixá-la em casa.


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ZAIUS
Bebendo goles de estrelas

Marcelo Brum-Lemos é um caso atípico no ambiente rock curitibano. Sua banda, Zaius, está mais preocupada em produzir um bom CD do que em fazer apresentações semanais, postura que talvez seja até mais curitibana que a das demais bandas. De qualquer modo, desde 1998, Zaius vem lapidando seu repertório em contínuas gravações e shows eventuais. Sua formação atual é a de um trio: Marcelo na guitarra e voz; seu irmão, Junior Lemos, no baixo e voz e Leandro Leal na bateria, percussão e voz. Tanto Marcelo quanto Júnior já produziram discos próprios, sempre explorando as possibilidades do estranho, das colagens improváveis.

Até 2005, sairá o disco que possivelmente melhor representa a sonoridade do grupo Zaius. Elementos de música paranaense (fandango), vinhetas faladas, canções de estrutura inusitada, a criação de uma personagem medieval (Zaius) e ruídos. Tudo costurado por um clima... progressivo. Além disso, Marcelo, ao lado de Ademir do Nascimento (Ades Nascimento), do grupo Nefelibatas, está dando continuidade ao projeto coletivo Néctar, iniciado com a publicação de um fanzine em 1999. Desta vez, será uma coletânea de músicas inéditas com grupos diversos da cena curitibana.

Professor de literatura brasileira em cursinhos pré-vestibular, Marcelo procura fazer das suas letras um fator diferencial. "O Rock não precisa ter um caráter puramente recreativo ou lúdico. Ele pode buscar outras formas de expressão e, quando ele tenta esse tipo de experiência, os resultados quase sempre são instigantes", diz Brum-Lemos.


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ART ROCK
O progressivo nas rádios curitibanas

O hino de Curitiba deveria ser "Hey Tonight", do Creedence Clearwater Revival. Poucas capitais do Brasil demonstram um interesse tão vivo pelo rock produzido entre a metade dos anos 60 e a metade dos 70. The Doors, Led Zeppelin, Hendrix, Janis, Steppenwolf,.. Não dá pra esquecer que em Curitiba ocorre um fenômeno curioso: o culto à banda Nazareth. Sem mencionar Raul, Mutantes, Secos e Molhados, Casa das Máquinas, etc. A cidade tem uma veia roqueira 60/70, e não é à toa que a rádio 96 dedica algumas horas de sua programação à música do período.

Mas o rock progressivo tem espaço? Em Curitiba, toda uma geração aprendeu a ouvir rock progressivo com o programa Art Rock, atualmente transmitido à 1 da manhã de sábado pela rádio Paraná Educativa. Com apresentação de Vidal Costa e produção de Costa e Beto Bittencourt, o Art Rock passeia semanalmente por todas as tendências do progressivo. Por meio do programa, muita gente se familiarizou com bandas como Yes, Genesis, King Crimson e até obscuridades, como por exemplo, Tassavalant Presidenti, banda sinfônica finlandesa.


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801 DISCOS
Entre 1991 e 1999 funcionou a loja 801 Discos, que tinha como sócio proprietário Horácio Tomizawa De Bonis, lojista, colecionador e pesquisador. Durante todo o período em que existiu, a 801 tornou-se uma referência para quem procurava discos obscuros do rock e da música de vanguarda. A loja ficava na rua Duque de Caxias, nas proximidades do Largo da Ordem.


Embora não fosse a especialidade da loja, o progressivo tinha um espaço destacado entre o acervo que estava exposto à venda. Horácio sempre surpreendia seus clientes com novidades trazidas do exterior no formato CD, que nos anos 90 passou a dominar o mercado. Apesar disso, quem fosse à 801 sempre podia se deparar com alguma edição em vinil de algum disco solo do Steve Hackett, guitarrista do Genesis, por exemplo. Ou mesmo material de fácil acesso como o disco "Ashes are Burning", do Renaissance.
Atualização: hoje (2020), Horácio é sócio da loja Sonic Discos - Especiarias Sonoras, Edifício Executive Center Everest na rua Comendador Araujo, 143, loja 14. Ao lado da Rua 24 Horas.

Foto 1: Placa indicativa 
Foto 2: Malabarismos
Foto 3: Banda gato Preto
Foto 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12: Banda Zaius
Foto 13: Galera









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