quarta-feira, 27 de maio de 2020

ADESIVO
João Cândido Martins

Em 1985, eu estava descobrindo o Pink Floyd e comprei esse adesivo na Feira do Largo da Ordem. Cheguei em casa e o colei na parede do meu quarto. Minha mãe, quando viu, não gostou. Ela disse que depois seria complicado pra tirar aquilo e na hora de pintar a parede, ia ficar a marca, etc. Eu respondi que ia deixar ali somente por uns dias e me esquivei de maiores sermões. Alguns anos se passaram e o adesivo permaneceu no local onde eu o tinha colocado.


Ali por 98, um armário foi posto naquela parede, onde permaneceu até agora, janeiro de 2020, quando resolvi dispensá-lo. Ao desmontar o armário, me deparei com o adesivo do Pink Floyd que resistiu bravamente por mais de vinte anos na obscuridade. Tenho certeza que os arqueólogos do ano 2500 vão encontrá-lo intacto.





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