terça-feira, 26 de maio de 2020

LÍDIA BRONDI EM 1977
João Cândido Martins


"À Sombra dos Laranjais". O nome parece uma referência ao governo Bolsonaro, mas na verdade é o título de uma novela das seis que a Rede Globo transmitiu nos primeiros meses de 1977. Essa novela tinha a responsabilidade de substituir "A escrava Izaura", que foi um fenômeno de audiência. O diretor Herval Rossano se baseou na peça "À sombra dos laranjais" (1944), de Viriato Correia, o mesmo autor do livro infantil "Cazuza" (1938).

A novela contava em seu elenco com a atriz Lídia Brondi, que à época tinha 17 anos. Foi sua terceira participação em telenovelas, mas ela viria a estourar mesmo com com "Dancin' Days", do ano seguinte. Além de possuir um dos rostos mais marcantes da história da televisão brasileira, Lídia Brondi foi presença ativa na campanha das Diretas Já, em 84 e na campanha de Lula à presidência em 89, contrariando as diretrizes políticas da Globo nas duas ocasiões. 


Também teve atuação marcante junto ao Sindicato dos Artistas. Nos anos 90, ela percebeu que a qualidade das telenovelas estava se deteriorando aceleradamente e resolveu se afastar do meio. Como os Beatles, Lídia Brondi encerrou sua carreira artística no momento certo. Na foto, Lídia em cena de "À sombra dos laranjais".

Foto: Lídia em cena de "À sombra dos laranjais", de 1977 (Pinterest, sem indicação de autor)



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