quinta-feira, 28 de maio de 2020

DESIGN DE CAPAS DE LIVROS DE MATEMÁTICA
João Cândido Martins

Matemática não é minha área, mas, como todo mundo, enfrentei a barra de entender aqueles conceitos todos e demonstrar em contínuos testes que havia entendido. De alguma forma, fui passando de ano no Colégio Militar aos trancos e barrancos. Achava o assunto fascinante, só que não conseguia me interessar o suficiente. Gostava de ler as histórias de Malba Tahan, mas não passava muito disso. Minha mãe, que era professora de Matemática, ficava perplexa com minha burrice nessa seara. Mas ficou contente quando, em contrapartida à minha inépcia com números e relações lógicas, ganhei um concurso de contos aos 16 anos, superando centenas de concorrentes.

Eu ficava horas resolvendo questões algébricas que envolviam o Teorema de Bhaskara, mas achava a atividade de aplicar fórmulas algo meio mecânico e pouco atrativo. Os dois professores com quem tive aulas de Matemática no 1º grau não ajudaram muito. Na 7ª e na 8ª séries tive uma vaga aproximação com a Geometria Plana e com a Trigonometria e realmente me empolguei estudando esses assuntos, mas nunca cheguei ao nível de um cara como meu amigo Romeu Bruns, que resolvia os problemas geométricos combinando as fórmulas de modo alternativo ao que era ensinado pelos professores.


Quando entrei no 2º grau, eu estava tão envolvido com literatura, cinema, quadrinhos e música que realmente não fiz muita questão de entender com profundidade o que era um logaritmo, um polinômio, etc. Por sorte, após o vestibular, acabei não precisando saber o que eram essas coisas, e as poucas informações que eu detinha foram sumindo da minha mente com os anos.


Mas a Matemática me provocou um fetiche gráfico: as capas da coleção Fundamentos da Matemática Elementar, da editora Atual, lançada no final dos anos 80. Cada edição vinha com a imagem de um matemático importante. A carga letiva que normalmente era vista durante o segundo grau em 3 volumes, se distribuía em 11 (onze) volumes na coleção Fundamentos... Os livros da coleção, eram super minuciosos e, muito provavelmente em função disso, foram adotados nas Escolas Preparatórias de cadetes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Mas no Colégio Militar usávamos o Gelson Iezzi básico (que também tinha uma capa de apelo concretista interessante).




 

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