quarta-feira, 27 de maio de 2020

FANNY & ALEXANDER (INGMAR BERGMAN, 1982)
João Cândido Martins

Ontem, por força das circunstâncias, me vi assistindo à Band TV (antiga TV Bandeirantes) de madrugada, coisa que eu não fazia há muitos anos. Depois de um longo programa sobre esqui em Bariloche e mais sei lá quantas horas de pastor R.R. Soares, começaram os filmes. Só enlatados de ação classe Z. Lembro que nos anos 80, a Bandeirantes se destacava pelos documentários, pela programação infantil (Daniel Azulay), pelo jornalismo de análise (Canal Livre), pelos programas de MPB. Até as novelas eram bem feitas, como "Os Imigrantes" (que teve uns 300 capítulos), "Cavalo Amarelo", "O Todo Poderoso", "Meu Pé de Laranja Lima", etc. E não dá pra esquecer os filmes da madrugada da Bandeirantes que, no linguajar atual, alguém resumiria como "só filé".


Foi numa dessas madrugadas que eu, aos dez ou onze anos, assisti "Fanny e Alexander", filme do sueco Ingmar Bergman, que na sua versão reduzida (a que passou na Bandeirantes) tinha 3 horas de duração. A história se passa na Suécia de 1907. Fanny e Alexander são irmãos e pertencem a uma rica e numerosa família. O pai das crianças morre e, um tempo depois, a viúva se envolve com um pastor de moral rígida que passa a atormentar as vidas de Fanny e Alexander. É uma obra tardia de Bergman, mas que sintetiza muito da sua filmografia. Talvez não seja o melhor filme pra se iniciar na carreira do diretor sueco, mas pra mim foi. Encontrei o filme no original em sueco com legendas em espanhol. Pra quem já está cansado de Netflix nessa quarentena, vale a pena investir 3h nesse filme. Com a advertência de que se trata de uma história densa e nem sempre agradável.


Fanny & Alexander (Ingmar Bergman, 1982)
Legendado em espanhol
https://www.youtube.com/watch?v=GEFKXTAkVB0



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